Essencial do DCM: O dedo de João Santana no piro de Ciro; nos EUA, Guedes diz que Brasil vive “redução da pobreza”

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Essencial do DCM: O dedo de João Santana no piro de Ciro; nos EUA, Guedes diz que Brasil vive “redução da pobreza”. Foto: Reprodução/DCMTV/YouTube

Ciro Gomes é assunto. AO VIVO. Kiko Nogueira e Pedro Zambarda fazem o giro de notícias. Entrevista com Jeferson Miola e Vinicius Segalla.

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Ciro mentiu

Ciro Gomes está atacando Lula e insinuando que ele permitiu o golpe parlamentar contra Dilma Rousseff em 2016 por suas alianças com o MDB. Uma reportagem da série Vaza Jato, do Intercept com a Folha de S.Paulo, mostra o contrário disso.

Reportagem de Ricardo Balthazar, Felipe Bächtold, Bruna de Lara, Paula Bianchi e Leandro Demori mostra o seguinte sobre Lula em 8 de setembro de 2019:

“A reportagem teve acesso a anotações dos agentes que monitoraram Lula, com resumos de 22 conversas grampeadas após a interrupção da escuta em março de 2016. Elas foram gravadas porque as operadoras de telefonia demoraram a cumprir a ordem de Moro e o sistema usado pela PF continuou captando as ligações.

Os diálogos, que incluem conversas de Lula com políticos, sindicalistas e o então vice-presidente Michel Temer (MDB), revelam que o petista disse a diferentes interlocutores naquele dia que relutou em aceitar o convite de Dilma para ser ministro e só o aceitou após sofrer pressões de aliados.

O ex-presidente só mencionou as investigações em curso uma vez, para orientar um dos seus advogados a dizer aos jornalistas que o procurassem que o único efeito da nomeação seria mudar seu caso de jurisdição, graças à garantia de foro especial para ministros no Supremo.

As anotações mostram que Lula estava empenhado em buscar uma reaproximação com Temer e o MDB e indicam que seus acenos eram bem recebidos pelo vice-presidente, na época visto como fiador da transição para o novo governo que seria formado se Dilma fosse afastada do cargo.

A PF escutou duas conversas de Lula e Temer. Na primeira, eles marcaram uma reunião para o dia seguinte, e Lula disse a Temer que a rejeição enfrentada pelos políticos numa recente manifestação pró-impeachment mostrava que o avanço da Lava Jato criara riscos para todos os partidos, não só o PT”.

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