Flávio Bolsonaro usa Polícia Civil do Rio para armar licitação viciada na compra de fuzis

Atualizado em 31 de janeiro de 2022 às 7:07
A imagem de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro experimenta fuzil durante feira de armas, em 2020
Imagem: Reprodução/ Facebook

Uma compra de 500 fuzis pela Polícia Civil do Rio de Janeiro com recursos liberados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Ministério da Justiça tem uma série de indícios de direcionamento e conflito de interesses, diz reportagem de Igor Mello e Eduardo Militão no portal UOL.

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Escândalo que pode chegar em Flávio Bolsonaro

Além do senador filho do presidente da República, o escândalo envolve um dos policiais responsáveis pela parte técnica da licitação.

A empresa Sig Sauer, gigante da indústria bélica com sede nos EUA, venceu o pregão em julho com a oferta de R$ 3.810.442,05 (2% abaixo do teto estipulado).

Só que a compra só foi concretizada cinco meses depois, quando Flávio conseguiu a liberação de R$ 3 milhões com a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), principal estrutura do Ministério da Justiça.

Fabricantes de armas viram restrições à concorrência no edital e também levantaram suspeitas de direcionamento. Especialistas ouvidos pela reportagem do UOL dizem que a licitação é “viciada” e deve ser anulada.

Polícia Civil do Rio nega ter favorecido a Sig Sauer e alega que a licitação foi auditada por órgãos públicos. O portal procurou Flávio Bolsonaro e o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que não se manifestaram sobre a intermediação para a liberação dos recursos.

Sig Sauer já recebeu uma série de manifestações de apoio da família Bolsonaro para seus negócios no Brasil. No mercado de materiais bélicos, é corrente o discurso de que o clã presidencial defende os interesses da empresa —são citados sempre os nomes de Flávio e Eduardo Bolsonaro.

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