Tabata Amaral ganha crédito por projeto de Marília Arraes

Tabata Amaral ganha crédito por PL de Marília Arraes no Estadão
Estadão usa foto de Tabata Amaral para ilustrar matéria sobre projeto de Marília Arraes. Foto: Reprodução

A deputada Tabata Amaral tem ganhado crédito por projeto proposto por Marília Arraes. A petista é autora do PL que distribui gratuitamente absorvente para meninas e mulheres. Mesmo assim, não é citada nas notícias sobre o projeto, vetado por Jair Bolsonaro.

O Estadão, por exemplo, usou foto de Tabata para ilustrar uma matéria sobre o caso. O jornal tem sido criticado por atribuir o projeto à deputada. No texto escrito pelo veículo, não há nenhuma citação a Arraes. O nome de Tabata, entretanto, é citado quatro vezes.  A reportagem diz que ela é “uma das 34 parlamentares coautoras do projeto”. Não cita o nome da petista, mas registra o depoimento da ex-pedetista.

Folha diz que projeto foi proposto por Tabata, Maraília e outros 35 deputados. Foto: Reprodução

A Folha de S. Paulo também, erroneamente, atribui o projeto a Tabata. Segundo o jornal, ela está na lista de deputados que apresentaram o projeto.

A própria deputada compartilhou um post que atribui a autoria do projeto a ela. Ela retweetou uma publicação de Milton Seligman que afirma: “Bolsonaro vetou PL da Deputada Tabata Amaral”.

Tabata compartilha publicação que atribui autoria de projeto a ela. Foto: Reprodução

Natuza Nery, comentarista da GloboNews, também atribuiu a autoria do projeto a Tabata. Questionada sobre o fato, diz ter citado as duas e que os dados foram passados por ela.

Leia também:

1 – CNN Brasil não vai renovar contrato com Caio Coppolla

2 – Moro é a “terceira via” favorita de Lula e Bolsonaro

3 – Doria diz que abre mão de candidatura para 3ª Via, mas não garante distribuir santinho em praça pública

Projeto é de Marília Arraes e outros 34 deputados

Tabata tem um projeto de lei parecido com o da petista. O PL 428/2020 foi proposto em 2020, junto dos deputados Dagoberto Nogueira e Israel Batista. A proposta é a “distribuição de absorventes higiênicos em espaços públicos”, segundo sua ementa. A proposta, entretanto, foi arquivada. 

Já o projeto de Marília Arraes, o PL 4968/2019, foi transformado na Lei Ordinária 14214/2021 e teve trechos vetados pelo presidente. Entre os nomes dos autores da proposição estão Erika Kokay, Nilto Tatto e Helder Salomão. O nome de Tabata Amaral não aparece na lista de 35 deputados.

A ideia, diferentemente do projeto da ex-pedetista, é instituir “o Programa de Fornecimento de Absorventes Higiênicos nas escolas públicas que ofertam anos finais de ensino fundamental e ensino médio”. A ementa também cita criar o “Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual”.

O jornalismo do DCM precisa de você para continuar marcando ponto na vida nacional. Faça doação para o site. Sua colaboração é fundamental para seguirmos combatendo o bom combate com a independência que você conhece. A partir de R$ 10, você pode fazer a diferença. Muito Obrigado!