Por que o vale-tudo do mercado resultou em greves e demissões em massa nos EUA

Trabalhadores americanos protestam contra condições de trabalho impostas pelo vale-tudo do mercado
Protesto de funcionários da Kellogg em Michigan, EUA. Foto: Getty Images

Trabalhadores dos Estados Unidos têm sofrido com demissões em massa e episódios de abuso no trabalho. Algumas pessoas foram convocadas para trabalhar no dia do próprio casamento ou na hora do velório da bisavó. Outros, receberam advertências por irem duas vezes ao banheiro em cinco horas de turno. Relatos ainda citam demissão por atraso após sessão de hemodiálise ou quimioterapia. Isso tudo é sintoma do vale-tudo do mercado.

Por isso, diversos trabalhadores participam de um fórum da plataforma Reddit batizado de Antiwork Movement (ou movimento anti-trabalho, em português). O espaço já existia antes da pandemia, mas cresceu ao menos 10 vezes durante os últimos 18 meses. O grupo se tornou um local de discussão e de organização de greves no país.

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Fórum revela problemas do mercado americano

O fórum se tornou um sinal de um problema que tem sido como grave e profundo na economia americana: vagas de sobra sem trabalhadores que aceitem as condições dadas. Entre elas estão baixo salário e falta de garantias trabalhistas. Ao menos 10 milhões de postos de trabalho estão em aberto no país. A taxa de desemprego é de 4,6%.

O fato tem se tornado notícia há quase um ano, Boa parte dos analistas atribuía o fenômeno ao auxílio aos desempregados dado durante a pandemia e ao alto índice de mortos por covid. Para o mercado, era um sinal de que a crise sanitária estava afugentando trabalhadores.

Em setembro, quando o auxílio pandemia acabou e as crianças voltaram as aulas, quase 4,5 milhões de pessoas pediram as contas.

 

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