CPI: Quem é Marcos Tolentino, o fujão que finalmente depõe

Alvo da CPI Marcos Tolentino
Marcos Tolentino é alvo da CPI – Foto: Reprodução/Twitter

O fujão da CPI, Marcos Tolentino, depõe nesta terça (14). Alvo da comissão por suspeita de ser sócio oculto da FIB Bank, ele fugiu quando foi convocado, em 1º de setembro, alegando estar sofrendo problemas de saúde. Enviou um atestado à comissão, documento que não convenceu Omar Aziz.

Tolentino finalmente foi depor. Ele chegou ao Senado na manhã de hoje. Ontem (13). a Justiça autorizou a condução coercitiva do dono da Rede Brasil em caso de não comparecimento ao Senado. O empresário já chegou a alegar “formigamento” para não depor.

Também nesta segunda, Tolentino pagou para impulsionar uma postagem comprovando que está doente.

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Quem é Marcos Tolentino, alvo da CPI

Ele é dono da Rede Brasil, que tem acusações de plágios. O caso mais emblemático foi sobre Power Rangers, em 2014. A produtora da animação afirmou que iria entrar na Justiça para que a atração não fosse levada ao ar.

Em 2020, a Justiça determinou que a emissora saísse do ar por dívida de R$ 400 mil. A empresa devia ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). A decisão foi da juíza Érika Ricci. Porém, o canal segue no ar.

Marcos Tolentino e a suspeita

Ele é suspeito de ser o sócio oculto do Fib Bank. A empresa foi dada como garantidora das negociações da vacina Covaxin com o Ministério da Saúde. O empresário é amigo do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.

O FIB Banks é apontado de ser “um banco que não é banco”. A Precisa Medicamentos antecipou para a empresa R$ 350 mil em relação aos acordos fraudulentos da vacina.

O endereço da Rede Brasil de TV, de Tolentino, é o mesmo de duas empresas acionistas da FIB. Tanto a empresa quanto o empresário negam a possibilidade de sociedade oculta.

Depoente da CPI já foi alvo de operação

Em 2009, Tolentino teve de negociar a venda de uma retransmissora de sua TV em Cuiabá.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal, ele recebeu R$ 3 milhões em um esquema de “banco clandestino”.

A acusação afirmou que o banco fazia operações financeiras ilegalmente, como empréstimos e cobrança de juros.

Em 2020, a Rede Brasil saiu do ar por dívida com Ecad de R$ 400 mil.

A emissora ofereceu seguro garantia judicial no valor de R$ 480 mil da FIB Bank, que emitiu a carta de fiança.

A juíza, no entanto, rejeitou, alegando que a empresa não é instituição bancária.

“A garantia apresentada não é bancária mas fidejussória, e por isso não pode ser aceita, por ausência de segurança jurídica suficiente”.

No fim das contas, ele fez um acordo de delação e se comprometeu a pagar os R$ 3 milhões aos cofres públicos em troca de perdão judicial.

Depoente da CPI é ligado a Ricardo Barros

Tolentino é amigo do líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros.

O parlamentar é investigado na CPI por suposta atuação na aquisição de vacinas.

Além de Barros, Tolentino é próximo de Celso Russomanno.

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