Pedro Cardoso: “A junta militar que governa o Brasil por trás do presidente trocou o ministro da Saúde”

Pedro Cardoso. Foto: Reprodução/Instagram

Do Instagram do ator Pedro Cardoso, ex-Globo:

Bem, Nelsinho não disse nada. Igual Messias – que estava lento, né? -, amontoou palavras tecendo conceitos vagos e generalidades.

No meio da maior crise de saúde pública, o sujeito assume o cargo de ministro da saúde e não diz nada. Apenas que não haverá mudanças bruscas. Messias, que novidade?, insiste em se auto elogiar e se vender como defensor do emprego; como se não soubéssemos que o ultra liberalismo vigente destrói o emprego precarizando os direitos trabalhistas.

É tudo um discurso alucinadamente mentiroso. O nazifascismo nasce nas médias classes baixas, nos jovens empreendedores que almejam chegar as classes altas. É um movimento de quem deseja se tornar elite. Movimento que as elites já estabelecidas endossam quando precisam enfrentar ideologias de esquerda que tenham se espalhado pelo povo, como o petismo original.

Mas promete-se preocupado com os pobres. Todo grupo que quer chegar ao poder sabe que precisa do voto dos pobres no Brasil. Os pobres são a maioria. Todos sempre se dirão defensores do interesse dos pobres e nenhum deles tem sido. Alguns projetos de poder se corrompem no caminho; outros nascem já corrompidos.

A junta militar que governa o Brasil por trás de um presidente que nem partido tem, decidiu trocar o ministro da saúde. Precisam manter a aparência de que Messias governa. Precisam fazer parecer que ainda governa quem se elegeu. Precisam ainda simular a democracia na qual nunca creram nem jamais amaram.

Os chefes militares de 64 entregaram o poder aos políticos, não porque estavam acuados pelo povo – embora estivessem -, mas para esconder da história o seu fracasso administrativo. O milagre brasileiro foi financiado com a dívida externa. Quando veio em 73 a crise do petróleo, endividaram ainda mais o país.

Quando não sabiam como pagar e a inflação já passava do 200% anual e a concentração de renda era imensa, se dedicaram ao teatro da “abertura política”. Tudo falso. Nunca entenderam nem aceitaram que eles não tem o direito de governar o país. Amam a hierarquia e não a liberdade.

Não acreditam que o povo sabe se governar sozinho.

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Boa noite, amigos de infortúnio. Bem, Nelsinho não disse nada. Igual Messias – que estava lento, né? -, amontoou palavras tecendo conceitos vagos e generalidades. No meio da maior crise de saúde pública, o sujeito assume o cargo de ministro da saúde e não diz nada. Apenas que não haverá mudanças bruscas. Messias, que novidade?, insiste em se auto elogiar e se vender como defensor do emprego; como se não soubéssemos que o ultra liberalismo vigente destrói o emprego precarizando os direitos trabalhistas. É tudo um discurso alucinadamente mentiroso. O nazifascismo nasce nas médias classes baixas, nos jovens empreendedores que almejam chegar as classes altas. É um movimento de quem deseja se tornar elite. Movimento que as elites já estabelecidas endossam quando precisam enfrentar ideologias de esquerda que tenham se espalhado pelo povo, como o petismo original. Mas promete-se preocupado com os pobres. Todo grupo que quer chegar ao poder sabe que precisa do voto dos pobres no Brasil. Os pobres são a maioria. Todos sempre se dirão defensores do interesse dos pobres e nenhum deles tem sido. Alguns projetos de poder se corrompem no caminho; outros nascem já corrompidos. A junta militar que governa o Brasil por trás de um presidente que nem partido tem, decidiu trocar o ministro da saúde. Precisam manter a aparência de que Messias governa. Precisam fazer parecer que ainda governa quem se elegeu. Precisam ainda simular a democracia na qual nunca creram nem jamais amaram. Os chefes militares de 64 entregaram o poder aos políticos, não porque estavam acuados pelo povo – embora estivessem -, mas para esconder da história o seu fracasso administrativo. O milagre brasileiro foi financiado com a dívida externa. Quando veio em 73 a crise do petróleo, endividaram ainda mais o país. Quando não sabiam como pagar e a inflação já passava do 200% anual e a concentração de renda era imensa, se dedicaram ao teatro da “abertura política”. Tudo falso. Nunca entenderam nem aceitaram que eles não tem o direito de governar o país. Amam a hierarquia e não a liberdade. Não acreditam que o povo sabe se governar sozinho.

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Pedro Zambarda de Araujo

Escritor, jornalista e blogueiro. Autor dos projetos Drops de Jogos e Geração Gamer, que cobrem jogos digitais feitos no Brasil e globalmente. Teve passagem pelo site da revista Exame e pelo site TechTudo. E-mail: [email protected]

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