‘O mundo está mudando’, diz Mauricio de Sousa sobre minorias na Turma da Mônica

Mauricio de Sousa

Mauricio de Sousa

Da BBC:

Há pouco mais de uma semana, Mauricio de Sousa assistiu pela terceira vez ao filme Turma da Mônica: Laços. Ainda assim, ele se emocionou como se fosse a primeira.

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Mauricio iniciou sua carreira como cartunista em 1959 no jornal Folha da Manhã, com uma tirinha sobre o cachorro Bidu e seu dono, Franjinha.

Depois, vieram Cebolinha, Cascão e outros personagens, até seu criador ser questionado sobre a ausência de figuras femininas em seu trabalho. Foi quando surgiu a Mônica, em 1963.

Hoje são 440 personagens, um número que continua a crescer. Muitos dos novos personagens buscam promover a inclusão de crianças com necessidades especiais, como Edu (distrofia muscular), Tati (síndrome de Down), Luca (cadeirante), Dorinha (deficiente visual), Igor e Vitória (soropositivos) e André (autismo).

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Ele também explica por que personagens que representam minorias e com perfis diferentes não fizeram parte de suas criações no passado.

“Eu me distraí por algum tempo e me esqueci que, na minha turminha de crianças nas ruas de terra de Mogi das Cruzes, onde cresci, tinha amigos portadores de deficiências, de outras etnias. Por que não incluir se isso faz parte da vida de todo mundo? E não vai parar por aqui”, diz ele.

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Em 2015, Maurício disse em entrevista à revista IstoÉ que ainda não era o momento de tratar nos gibis de um tema como a homossexualidade, porque a sociedade não estava pronta para isso. Mudou de ideia?

“Eu não mudei. O mundo está mudando. Veja as marchas que estão acontecendo, com pessoas assim cada vez mais aceitas e compreendidas e participando de uma revolução social”, diz Mauricio.

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Diversidade
Larissa Bernardes

Editora. Formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

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